Sabe, há muito tempo eu uso a técnica de customizar coisas com tecido aqui em casa. E já consegui
transformar móveis que estavam, aos olhos dos outros, totalmente
irrecuperáveis. Comecei com peças pequenas: caixas de sapato, para ser mais
especifica. Vi que dava certo, que não era uma coisa do outro mundo... E, como
sou metida mesmo, eu fui diversificando. E quando digo: "diversificar", falo de
tamanho, de peças cada vez maiores e maiores... Hoje, posso te dizer que já customizei de um
tudo: banco, baú, porta-carta, criado-mudo, cadeira, caixa de sapato, oratório,
cesto de lixo, caneca, cachepô, porta-retrato, moldura de espelho... E o meu
grande xodó: um balcão de cozinha que antes pertencia à casa do meu sogro.
Um belo dia a esposa do meu sogro me liga:
- Ei, Mari, tem um balcão velho aqui que eu vou me desfazer. Você não quer?
Ora, oferecendo banana a macaco? É claro que eu aceitei! Ainda mais sabendo que, mesmo beeeeeeeeeeem desgastada, a peça estava com a sua estrutura firme. Ou seja, o balcão velhão tinha muito potencial! =)
E foi assim que começou a história de amor entre mim e o velho balcão da
cozinha do meu sogro. Bom, mas antes desse
final feliz acontecer muita água rolou... Quando ele
chegou em casa, eu confesso que bateu aquele medo: “E agora, o que eu faço com isso?”. Por semanas o balcão olhava para mim, eu olhava para ele, e nada... Não
rolava aquela química, uma ideiazinha para me deixar feliz. Até que, passado 7 meses desde
aquele telefonema, percebi que aquilo já estava virando palhaçada. E como não sou
mulher disso, decidi não ignorá-lo mais. Rabisquei muitas folhas de papel e a idéia finalmente veio.
Resultado: Misturei tecidos variados e laminado colorido, além de um pouco de marcenaria, pois inverti a posição de algumas gavetas para o balcão virar um aparador. Demorei uma semana trabalhando arduamente para concluir a peça, mas conclui! E o resultado? Olha aí:
Muito trabalho, é pouco (como falam na minha terra). Mas valeu! Hoje, ninguém acredita que o meu aparador era
aquele balcão velho, sem graça, sem vida, sem... nada!!! Que habitava a cozinha
do meu sogro.
Bem, essa história já tem uns dois anos que aconteceu e hoje eu já penso em reformá-lo novamente. Mas até que uma idéia genial surja na cachola e eu tenha tempo para executá-la, ele vai ficando assim mesmo... Muito bem, obrigada. =)
Mari.






